terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O METRÔ DE DUBAI

 Se tem um transporte que eu uso sempre que possível nas minhas viagens, esse transporte é o metrô. Em geral, o metrô te leva para praticamente todos os lugares que você deseja visitar, por um valor justo e em menor tempo. 

 Antes de chegar em Dubai dei uma pesquisada na internet sobre o sistema de metrô na cidade. Vi que tinham poucas linhas e que não cobria a cidade de "cabo à rabo", mas não imaginei que deixaria tanto a desejar. Acontece que a preocupação foi tanto na estética, que esqueceram da funcionalidade do negócio.

 Não me levem à mal, as estações são verdadeiras obras de arquitetura. Design top de linha. Climatizado. Pisos em mármore. Elevadores. Passarelas. Trens de última geração. Até casa de câmbio.  

Estação de metrô de Dubai

 O problema é que além de ter poucas linhas e estações, ainda tem poucos trens. O trens chegam na estação a cada 5 minutos. E durante esse tempo a quantidade de gente que acumula para pegar o metrô é inacreditável. Com mais de 2 milhões de habitantes na cidade, o transporte público não dá conta do recado. Não existe um horário de pico específico, durante o dia todo é rush hour no metrô. Empurra-empurra, gente correndo escadaria, furando fila, parece uma selva haha. O povo é mal-educado mesmo. E para completar, os vagões são dominados por aquele cheiro todo especial de curry. 


AS LINHAS E ESTAÇÕES DO METRÔ

 São apenas 2 linhas de metrô: a vermelha e a verde. E uma linha laranja adicional, onde você pega um tram, uma espécie de trem leve que anda no meio do trânsito e é bem mais lento que o trem comum. O tram somente circula por Dubai Marina e a região de Palm Jumeirah. Para todas as 3 linhas é possível usar o mesmo Nol (cartão do metrô).

Mapa das linhas do metrô de Dubai

 A linha vermelha é a principal linha da cidade, que cobre a maior extensão. Parte de Rashydia, passa pelo aeroporto e vai até a free zone do porto Jebel Ali. Ela vai em linha reta, ou seja, basicamente seguindo a Sheikh Zayed Road, principal avenida de Dubai. 

  Na 1a estação que pegamos o mapa do metrô não estava completo, ou seja, não sabíamos que direção tomar para chegar até onde queríamos chegar. Tivemos que ir no chute e ainda bem foi gol haha. Se você está em Deira e deseja ir em direção ao Burj Khalifa, por exemplo, deve pegar a linha vermelha sentido Jebel Ali. 

 Os nomes das estações são bem objetivos e claros, por exemplo, se você deseja ir ao Burj Khalifa, você desce na estação Burj Khalifa/Dubai Mall, se você deseja ir ao bairro Dubai Marina, desce na estação Dubai Marina. Para quem está a negócios ou participando de feira, muito provável que desça em World Trade Centre ou Financial Centre, e por aí vai... É bem simples, na verdade.


 VAGÃO ESPECIAL PARA MULHERES E CRIANÇAS

 Para nós mulheres, a vantagem é que 2 vagões são inteiramente reservados ao uso feminino e de crianças. Sentido Jebel Ali é sempre o segundo e terceiro vagões. Sentido Rashydia é sempre o penúltimo e antepenúltimo. Cada homem que estiver ocupando o vagão especial tem que pagar uma multa. As indicações são bem claras. Veja bem, mulheres podem ocupar o vagão comum também, mas vai por mim, é bem melhor ir no vagão especial.

Entrada para cabine reservada às mulheres e crianças

Faixa que delimita o vagão comum e o das mulheres

Vagão feminino. Todas sentadinhas e tranquilas
Vagão comum abarrotado

 VAGÃO ESPECIAL "GOLD CLASS"

 Somente em Dubai mesmo para haver um vagão específico para portadores de cartão "Gold". O valor do trecho custa o dobro do vagão comum, exemplo, de Salah Al Din até World Trade Centre pagávamos AED 5,00 no comum, no Gold custa AED 10,00. 



 O vagão tem poucos assentos e nenhum apoio de mão. As poltronas são cheias de frescurite, com apoio de cabeça, descanso de braço, toda trabalhada no almofadado. Na minha opinião uma besteira. Porquê o vagão ouro também tem seus horários de pico, geralmente bem cedo pela manhã e ao final do dia. E nesses casos, a galera acaba indo em pé pois falta espaço para sentar e se apoiar.



 Para quem é turista ou em uma viagem de negócios, vou dizer que vale a pena pagar a mais pelo vagão ouro. Apesar de ter bastante movimento certos horários do dia, ainda assim é muito mais tranquilo e confortável do que andar no vagão comum. 


 TRANSPORTE PÚBLICO OU ALUGUEL DE CARRO?

 E aí você me pergunta: "Mas se o metrô é assim, então devo alugar um carro?" Meu amigo, não sei o que é pior... O trânsito na cidade é completamente caótico, 24h/dia. Tudo depende de onde você vai estar hospedado e para onde deseja ir, pois pode-se perder muito tempo no trânsito. No meu caso, estava hospedada em Deira, então o ideal foi ir de metrô até onde dava e então pegar táxi. O táxi comum é bastante barato. Achei que dessa forma funcionou bem.



 Espero que esse post tenha esclarecido suas dúvidas sobre o metrô de Dubai.

 Beijos com carinho ;)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O MAIOR JARDIM DO MUNDO - DUBAI MIRACLE GARDEN

  O maior jardim do mundo não poderia estar localizado em outro lugar a não ser Dubai. 

 O jardim funciona somente nos meses de inverno dos Emirados Árabes. Em 2015  a temporada iniciou dia 26 de novembro.





  Como chegar lá

 Não há transporte público que te leve até os portões do jardim. Fomos de metrô até a estação Mall of the Emirates e de lá pegamos um táxi que nos levou até Dubailand, bairro onde o parque está localizado. De táxi gasta-se aprox. AED 60,00 de ida e volta. Fiquem ligados para não pegar táxi clandestino na saída do parque.

 Entrada para o jardim

 Logo antes dos portões tem um quiosque com apenas um atendente, onde você compra o ticket de entrada. Valor adulto AED 30,00. Crianças menores de 3 anos e pessoas com deficiência não pagam entrada. O parque abre diariamente. Horários: de domingo à quinta-feira das 9 às 21h e de sexta à sabado das 9 às 23h. Acesse www.dubaimiraclegarden.com para maiores informações. Eles também tem uma página no facebook que está sempre atualizada.

 A experiência

 O jardim tem mais de 70 mil m2 e mais de 50 milhões de flores. Curiosidade: o sistema de irrigação é por gotejamento e as flores estão plantadas na areia mesmo. O desenho e a mistura de cores entre as flores é belíssimo. E o cheiro então? Uma pena que não passa através de fotos. São muitas espécies de flores ornamentando os mais variados designs, desde Burj Khalifa à Torre Eiffel. Fiquei apaixonada pelo parque, com certeza vale a visita. Duração do passeio: aprox. 2 h. Por lá encontra-se banheiros e praça de alimentação.







 Beijos com carinho ;)

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O QUÊ LEVAR NA MALA PARA DUBAI?

 Esse post vai para mulherada que está indecisa sobre o que colocar na mala para Dubai.

 Essa foi minha primeira viagem à um país do Oriente Médio e a primeira dúvida que surgiu foi: "Que roupa devo levar?". Como de costume, corri para o meu amigo Google e joguei a pergunta no campo de busca. 

 A internet diz que devemos ser conservadores, não é de bom tom ombros e joelhos de fora. Fala-se muito sobre as regras de vestimenta dentro de shoppings, restaurantes, etc. (os avisos estão logo na entrada dos locais). Conversando com alguns amigos que já estiverem aqui antes, o papo foi um pouco diferente, bem mais light no quesito roupas femininas.

 Na prática, o que vi por aqui é que Dubai é muito tolerante aos ocidentais. Vi mulheres caminhando tranquilamente com seus vestidos e blusas regata. Fica evidente que minissaias e decotes profundos não são bem-vindos e arrancam encaradas dos homens. É bom evitar transparências. Mas não é preciso que você vá as compras ou que adapte todo seu guarda-roupa para uma viagem à esse destino. 

Eu e meu vestido curto e estampado numa boa pelas ruas de Dubai
 Calça jeans é super ok, roupas estampadas e coloridas, blusas justas ou regatas com um lenço por cima dos ombros e vestidos até um palmo e meio acima do joelho são bem tranquilos de usar. Para quem vem a trabalho, os terninhos e camisa que usamos no Brasil se encaixam perfeitamente, até mesmo saias sociais. 

 Não cheguei a frequentar as praias, mas brasileiras que moram aqui me falaram que nossos biquínis são adequados. Tem mulher que usa até mesmo fio-dental.

 Nos pés vale tudo: tênis, scarpins, sandálias de salto, sapatilhas, rasteiras com pedrarias, vai do gosto do freguês.

 Jóias e bijuterias também pode-se usar a vontade. Dubai é muito segura.

 Espero que tenha ajudado.
 Beijos com carinho ;)



sábado, 28 de novembro de 2015

DUBAI - PRIMEIRAS IMPRESSÕES

 Como começar a descrever Dubai? Aqui realmente tudo é grande, glamouroso, deslumbrante, rico, novo. Os Sheikhs buscam o título de "o maior do mundo" para tudo que constroem. Os edifícios mais icônicos do mundo estão aqui, as construções mais inusitadas e impressionantes, as arquiteturas mais elaboradas. Para todo lado que se olha, há uma riqueza de detalhes, projetos muito bem pensados e conduzidos com maestria. A skyline de Dubai é maravilhosa e rende fotos belíssimas. Com certeza é um Emirado de uma beleza e exuberância extrema. E o mais impressionante é que o país-cidade comemora apenas 44 anos!

Vista do topo do Burj Khalifa (e meu reflexo na janela)

 Passeios  

 Mas esse país dos Emirados Árabes vai além de toda essa grandiosidade e ostentação (ok, não muito além disso). Logo na saída da cidade entramos no Deserto de Dubai que é sem dúvida um passeio inesquecível, do tipo "TEM QUE FAZER" quando se vem para cá. Me senti vivenciando uma experiência mais local. O deserto é imenso, tem fazendas de camelos e várias companhias de turismo oferecem um Safari pelo Deserto com direito a passeio de camelo e jantar típico - leia sobre o passeio AQUI.

Pôr-do-sol no deserto

 Ainda na parte "velha" de Dubai, podemos passear pelo Souk, que reúne os mercados de ouro e especiarias e algumas quinquilharias. Lá também é possível encontrar diversas lojinhas vendendo lenços, vestidos e roupas típicas. Aquelas comprinhas básicas que todo turista quer fazer, o Old Souk é o lugar para souveniers.

 A grande dica na hora de fechar a compra é: BARGANHA! Nunca aceite o primeiro preço que o vendedor oferecer. Eles jogam o preço lá na estratosfera  e aí vai depender do seu lado negociador conseguir preço melhor. Para se ter uma ideia, quando eu fui comprar uma miniatura do Burj Khalifa (sim, sou dessas) ele quis vender por AED 75,00! Absurdo. Na hora falei que não, que a minha intenção era gastar AED 10,00 e aí cada um puxou a corda pro seu lado e no final das contas paguei AED 15,00 pela minha torre Burj Khalifa. Saí de lá feliz da vida. E a história se repetiu na hora de comprar os lenços...

 Para saber onde comprar os mesmos souveniers vendidos no Souk pelo melhor preço, veja esse post AQUI.

 Outra coisa que ninguém conta, é que na verdade o ouro por lá não é assim tão barato como reza a lenda. As jóias de fato são belíssimas, mas o preço é altamente salgado, não achei que vale a pena.

 É uma região bastante frequentada por moradores e árabes.

Vitrine no Gold Souk

Vitrine no Gold Souk
  Cultura


 O contraste de etnias, cores e credos é muito interessante. Os asiáticos estão por aqui em peso, os caras vão dominar o mundo hahaha. Como essa é minha primeira vez em um país do Oriente Médio, fico muito curiosa para entender melhor a cultura árabe e seus costumes. Confesso que me deu um pouco de aflição ao ver as mulheres com o rosto completamente coberto ou somente os olhos de fora, parece que elas ficam sufocadas dentro daquela roupa preta. É um choque cultural. Mas ao mesmo tempo é legal ver tantos homens com o traje árabe, parece uniforme e é a coisa mais comum do mundo por aqui. Um fashion designer ficaria frustrado morando nos Emirados Árabes.

 Alimentação


 A alimentação aqui é bem tranquila para os ocidentais. Obviamente encontra-se muitos restaurantes árabes, indianos e chineses, mas as opções de grandes redes americanas são infinitas, inclusive churrascaria também tem por aqui. O que me assustou um pouco foram os preços. Come-se bem, mas paga-se alto por isso. Em qualquer lugar de Dubai, seja na parte turística ou nas localidades um pouco mais afastadas, a alimentação é cara. Um copo de suco custa em torno de AED 24,00 e qualquer prato irá custar no mínimo AED 45,00. A cidade toda é bastante cara, preparem os bolsos.


 Transporte público

 Quando viajo gosto sempre de usar o transporte público por 2 razões: 1) em geral economiza-se muito tempo e dinheiro e 2) dessa forma penso que conseguimos vivenciar melhor o cotidiano da região. Tem um post especialmente dedicado a explicar melhor a funcionalidade do metrô de Dubai AQUI.




 Quando visitar

 E qual a melhor época do ano para visitar os Emirados? Durante o "inverno" que vai dos meses de novembro à abril. Eu vim meados de novembro e posso dizer que o clima agradável me pegou de surpresa. Dias de sol, claro, mas com uma brisa leve, temperatura gostosa, até passei um pouco de frio durante a noite. Caminhar no horário do pico, em torno de meio-dia até as 2h da tarde não é lá aquela coisa maravilhosa, mas nos outros horários pode-se fazer atividades ao ar-livre tranquilamente. Temperaturas variando de 22 à 30oC. 

 Opinião pessoal

 De mais a mais, Dubai é surpreendente em todos os sentidos, os bons e os ruins. Por ter sido construída tão rapidamente, tudo junto e ao mesmo tempo, parece que um pouco do encanto se perdeu. Por aqui praticamente tudo é artificial, então tenho uma leve sensação de estar visitando uma farsa, uma cidade vazia, apesar dos milhões de habitantes. Sinto que Dubai perdeu a sua identidade cultural. É interessantíssima e de encher os olhos, mas ainda é cedo para dizer que está entre meus lugares favoritos.

Em frente às fontes de Dubai e ao Burj Khalifa

 Espero que tenham gostado e acompanhem os próximos posts!

 Beijos com carinho ;)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

OS JARDINS DE VERSAILLES, FRANÇA

A intenção aqui não é divagar sobre o enorme, maravilhoso e suntuoso Palácio de Versalhes, mas sim chamar atenção para uma área muitas vezes ignorada pelos turistas: os Jardins de Versalhes


Os jardins são compostos por quilômetros de um extenso complexo ladeado por incontáveis quantidades de árvores, diversos lagos, monumentos e outros castelos menores. 

Em seu interior encontram-se os verdadeiros aposentos de Maria Antonieta: o castelo chamado Petit Trianon, um conjunto de casas de camponeses conhecido como Hameau, que possui hortas e animais, o Templo do Amor, todos os domínios da rainha. 

Ainda no parque existe um outro castelo, Grand Trianon, bastante elegante e cercado por belos jardins. Todos os castelos são abertos à visitação, porém é necessário comprar o ticket.

Ao contrário de muitos, decidimos seguir pelo jardim andando e não com o "bondinho" que parte do Palácio. Talvez tenha sido por isso que ficamos ainda mais impressionados e surpresos quando encontramos a aldeia da rainha da França. O lugar tem um ar de mistério, remete à uma terra perdida mas encantadora, jamais imaginei que encontraria um cenário daquele dentro do parque. Me senti teletransportada para um filme de época.



Os jardins são muito grandes mesmo, recomendo que vá com calçado confortável para poder andar e aproveitar o lugar. Se você dispõe de alguns euros sobrando, também é interessante alugar um carrinho elétrico, parecido com aqueles de golf, para circular pelo parque e poupar um pouco as pernas. Aproveite para levar também um snack para beliscar enquanto caminha. Passamos o dia todo lá.

Encontramos muitos locais passeando no interior do parque, fazendo caminhadas, correndo, passeando com seus pets. A entrada para os jardins é gratuita e aberta ao público. 

 Nós chegamos ao Palácio de Versalhes bem cedo, próximo das 9h e não enfrentamos fila alguma para compra dos tickets. Decidimos começar o tour pelo Palácio e depois fomos para os jardins. Foi tudo muito tranquilo. Os jardins estavam quase desertos. Quando nossos pés não aguentaram mais, decidimos levantar acampamento, lá pelas 16h.

Para quem vem de Paris, nós usamos o metrô. Descemos na estação Pont de Sèvres, linha 9, ali existem vários pontos de ônibus. Procure o ônibus 171 que te leva até à frente do Castelo. Não tem erro. Barato e eficaz. Para o retorno foi o mesmo esquema; pegamos o ônibus no ponto em frente à entrada do Palácio. 

Fomos em fevereiro e o dia estava absurdamente gelado, os lagos congelados, deu até dó dos patinhos que ali nadavam rs!. Chegamos à Versalhes com sol mas no decorrer do dia a temperatura foi baixando e as nuvens tomaram conta, quando estávamos saindo dos jardins começou a nevar! Não poderia ter sido mais perfeito. Fechamos o passeio com chave de ouro.

Gravamos um vídeo enquanto estávamos caminhando pelos aposentos de Maria Antonieta. Bem caseiro, não tínhamos a intenção de mostrar a ninguém, mas afinal, porquê não compartilhá-lo, não é mesmo?!



Espero que tenham gostado e bon voyage!
Beijos com carinho ;)

terça-feira, 20 de outubro de 2015

BATE-VOLTA DE PARIS À AMSTERDAM

"Será que vale a pena fazer um bate-volta de Paris à Amsterdam?" 

Essa pergunta ficou martelando minha cabeça enquanto eu planejava nosso roteiro pela cidade luz, capital da França. Após pesquisar algumas informações da internet, eu tirei minhas próprias conclusões e após voltar de viagem posso dizer que SIM, vale a pena. Nosso tempo em Paris era um total de 5 dias, calculei que daria para reservar um 1 dia para passear pela capital da Holanda, afinal sabe-se lá quando terei a oportunidade novamente. 

Então, a escolha já estava feita assim que descobri os horários do trem de alta velocidade que liga as duas cidades. O trajeto leva ao todo aprox. 3h20.

Comprei nosso ticket com antecedência para garantir um preço bom, no próprio site da cia de trem, Thalys www.thalys.com. Também é possível acessar através do site da Rail Europe (disponível em português), que reúne todas as redes ferroviárias da Europa www.raileurope.com.br.

Escolhi o primeiro horário disponível para saída a partir da principal estação de Paris, Gare du Nord, o primeiro trem parte às 06h22. Chegamos à Amsterdam Centraal (estação bem no coração de Amsterdã) às 09h42. Horário gostoso, assim que chegamos aproveitamos para tomar aquele cafézão e bater muita perna pela cidade.

O retorno optei pelo trem das 18h17 saindo de Amsterdam Centraal e chegando à Gare du Nord 21h40.

O grande facilitador é que ambas estações estão no centro das cidades, portanto o trajeto para deslocamento até a estação é muito prático. Na Amsterdam Centraal pode-se sair de lá andando para turistar.

Em resumo, lógico que não conseguimos visitar a cidade toda e nem conhecer todas as atrações, mas deu para aproveitar bastante o dia. O centro de Amsterdã é pequeno, dá para aproveitar muito da cidade a pé, ou ainda pode-se alugar uma bike nas milhares de lojas espalhadas ao longo dos canais. Amsterdã é a cidade dos ciclistas!

Nós andamos sem muito destino, apenas curtindo já que o tempo era limitado. Passamos pelos inúmeros canais, fomos até o famoso letreiro IAMSTERDAM que fica próximo ao Museu de Van Gogh, demos uma voltinha no Vondelpark, passamos pelo Museu de Anne Frank mas não tivemos coragem de enfrentar a fila que era enorme, Red Light District (a rua das "moças de família" expostas nas vitrines) e terminamos o dia na Praça Dam, muito movimentada e cheia de bares, restaurantes e lojinhas de souveniers. Por lá encontramos uma creperia e comemos um waffle que foi coisa de louco! Encontramos por acaso, porquê curtimos a fachada e depois descobri no TripAdvisor que a Crepes & Waffles é muito bem recomendada! Fica a dica ;)






Ah! Quem vai no inverno lembre-se de levar lipbalm, luvas, toucas, cachecóis, casacos, roupas térmicas, meias grossas e tudo mais que possa usar para se aquecer, porquê oooooo lugarzin gelado!!!  

Beijos com carinho ;) 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

PLAYLIST DA SEMANA #3

 Durante as duas últimas semanas baixei mais de 100 músicas graças às playlists maravilhosas disponíveis no Spotify. Separei algumas das que mais gostei para vocês:

John Legend - Made to Love




Years & Years - King


Naughty Boy - Home


Alina Baraz ft. Felix Jaehn Remix - Fantasy


Matthew Mole - Take Yours, I'll Take Mine


Petit Biscuit - Sunset Lover


 Espero que gostem! Beijos com carinho ;) 


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

TURISTANDO SOZINHA EM NYC

Quem visita Nova York se apaixona e eu não fujo à regra. Sempre que vejo promoção aérea para lá o coração bate mais forte. Na metade desse ano, em junho, surgiu uma oportunidade de estar em NY novamente e eu nem pensei duas vezes, comprei a passagem na hora. 

O único porém é que dessa vez eu estaria turistando pela cidade sozinha, mas isso não é motivo para abalar minhas estruturas. Eu não jogo fora oportunidades de viajar por não ter companhia.  E foi com essa confiança que eu me joguei na capital do mundo, a cidade que nunca dorme, Big Apple, o berço cosmopolita!



Manhattan está sempre abarrotada de gente de todos os tipos, cores e credos, e esse é um motivo pelo qual você acaba não se sentindo solitária. Há sempre alguém a quem observar, algum prédio a admirar ou algum parque para espairecer. A energia que a cidade emana é essa de correria, animação, a impressão é que as pessoas são todas muito ocupadas ou estão atrasadas para algum compromisso. 

Eu adoro caminhar quando estou viajando, prefiro bater perna até amolecer e aí então, partir para o metrô. Parece que dessa forma aproveitamos mais o que a cidade tem a oferecer. Assim como todo turista eu curto passear pela 5a Avenida, Times Square, The High Lines, Central Park e todos esses pontos manjados. 

Mas, o mais gostoso mesmo foi sair sem muito rumo pelos bairros de Soho, Meatpacking District, Greenwich Village, Brooklyn e meu favorito: Williamsburg, o bairro da Max e Caroline de Two Broke Girls (amo!). 




Viajar sozinho é uma boa oportunidade para se conectar com seu eu interior. Quais as suas vontades no momento, o que você está afim de fazer? Ver? Comer? Afinal de contas, nós devemos ser nossa melhor companhia sempre. E estar sozinho durante uma viagem de lazer te coloca sob outra perspectiva. 

Eu aproveitei para fazer o que desse na telha. Entrei em diversas farmácias, comparei preços, olhei tudo o que achei interessante, fiz compras - sans marido fazendo cara feia - andei, mudei o rumo quando deu vontade. Curti as vitrines da 5a avenida, da Macy's, Barney's, Bloomingdales, virei a Urban Outfitters de cabeça para baixo. Entrei em pelo menos 3 lojas da Sephora para provar make e garantir a compra do que gostei. 

Quando o desejo consumista deu aquela cessada, e a consciência começou a pesar, eu parti para outro tipo de passeio. Fui até o Brooklyn Botanic Garden e dei aquela respirada no ar puro, contemplei as milhares de espécies de flores, sentei para ler um livro no jardim japonês e foi um passeio tranquilo, gostoso, muito diferente e que eu faria de novo.




 Meatpacking District e Greenwich Village são dois bairros que estão próximos um do outro. Fiz a transição entre eles caminhando, parando vez ou outra para bater uma foto e curtindo o visual. É uma área bastante residencial, vi crianças voltando da escola e moradores passeando com seus pets. Aproveitei para tomar um bom suco verde e curtir essa vibe me sentindo uma local - I wish!

Foi ali no Meatpacking, mais especificamente em Gansevoort, que eu iniciei o passeio pelas High Lines. Eu comecei em uma das extremidades da passarela suspensa (a outra é na 30th St com 10th Ave) e caminhei muito, debaixo de um sol escaldante de uma NY fervendo em pleno verão. Não vou mentir, teve vezes em que me senti um pouco odd, eu era a única caminhando por ali sem companhia, acho que viajar sozinho tem dessas coisas mesmo, mas nem por isso eu curti menos o passeio. Tomei um sorvete delicioso e muita, muita água.

Outra parada estratégica foi em Williamsburg no café mais fofo que encontrei e comi um croissant de nutella que foi uma coisa de gostoso. Inclusive vou dar a dica: The BakeShop by Woops, fica na Driggs Ave com North 7th St.



 
Passeios imperdíveis: 

- Caminhar pelo Meatpacking District;
- Passear pelas High Lines;
- Aproveitar a vista de Manhattan do Waterfront Piers em Williamsburg e depois parar em um dos muitos coffee shops charmosos da região;
- Atravessar a Brooklyn Bridge;
- Visitar o Brooklyn Botanic Garden para fugir um pouco do agito;
- Ir até Hoboken, tomar um chocolate quente na Carlo's Bake Shop, aka Cake Boss, e ainda de quebra ter mais uma panorâmica de Manhattan;
- Assistir ao pôr-do-sol no One World Observatory;

Itens obrigatórios:

- Selfie stick, popularmente conhecido como "pau-de-selfie";
- Um bom par de tênis;
- Livros, se você curte leitura;
- Muita disposição e cara de pau.




Nova York é aquele tipo de cidade que assim que você vai embora, já quer estar de volta.

Beijos com carinho ;)



quarta-feira, 14 de outubro de 2015

EYE GALLERY PARIS

 Sabe aquelas marcas de óculos de sol super hypadas e que todo fashionista e it girl têm um par? Marcas como Illesteva, Spektre, Linda Farrow, Mykita etc., nem sempre são fáceis de achar. Você não encontra esses modelos em lojas tradicionais que esbarramos a cada esquina. Você precisa ir atrás de lojas especializadas. 

 Na minha wishlist estava um óculos de sol da marca Spektre e aproveitei a viagem à Paris para suprir esse desejo consumista. Além do preço normal sair bem mais em conta que comprando no Brasil, a Europa ainda tem a maravilha chamada détaxe (ou tax refund), que te devolve os valores dos impostos no momento em que você deixa o país e varia de 9 à 13%, uma porção significante.

 Fuçando na boa e velha amiga internet, eu encontrei uma loja na capital da França que reúne todas as marcas supracitadas e ainda rende um passeio bacana. Chama-se Eye Gallery Paris e o endereço é 90 Boulevard du Montparnasse. A estação de metrô mais próxima é a Montparnasse - Bienvenüe. 




A loja é uma graça; discreta e pequena, rodeada pelas edificações belíssimas de Paris e em uma avenida famosa pelos restaurantes bem recomendados. Lá encontrei praticamente todas as opções de armação e cores de lente, além dos lançamentos mais procurados. O vendedor que me atendeu foi o mais atencioso possível e teve uma paciência de Jó enquanto eu provava todos os modelos da loja hahaha.




Compras feitas, fomos dar uma andada pela Boulevard du Montparnasse e encontramos por acaso o famoso restaurante Le Relais de l'Entrecôte, que tem algumas filiais espalhadas pelo Brasil. Estava decidido, o almoço seria ali mesmo e posso falar que a fama procede, a comida é maravilhosa! O carro-chefe da casa, vale dizer também que único prato, é o contra-filé com fritas ao molho da casa (receita secreta). Quem estiver pela região vale a dica!

Beijos com carinho ;)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

TOP 5 DE MAQUIAGEM

 Meninas, esse post é para compartilhar algumas dicas de make que eu acho que vocês irão gostar. Tem desde batom até corretivo para sobrancelha.



 Vamos começar da esquerda para direita:

1. NARS Dual-Intensity Blush, cor Craving: um duo iluminador + bronzer, textura e durabilidade excelentes. O preço que não é lá muy amigo com a alta do dólar, mas ainda assim eu diria que vale o investimento.




2. BareMinerals - Lash Domination: eu sou uma fã assumida dos rímeis da Maybelline e finalmente encontrei um concorrente à altura. O rímel Lash Domination tem o pincel em formato espiral e a cor é preto intenso. Deixa os cílios longos e com bastante volume. 



3. O Boticário, Linha Intense Batom nr 330: um vermelho intenso, muito parecido com o famoso Ruby Woo da MAC mas por um precinho bem mais camarada. Tem efeito matte e durabilidade ótima. Eu fiquei impressionada com a qualidade.



 4. Dermablend Quick-Fix: um corretivo em bastão com ótima cobertura. Vi a indicação dele em algum blog de beleza e resolvi arriscar. Devo dizer que o resultado realmente é impressionante, cobre tudo, inclusive disfarça muito a olheira. Minha cor é a Beige.



5. Contém 1g - Duo Perfect para Sobrancelhas: duo corretivo para sobrancelhas com duas tonalidades. Vem com um pincel para aplicação. É como se fosse uma sombra, mas mais compacto e pigmentado. Eu gosto de misturar as duas cores na sobrancelha e usar o marrom mais escuro abaixo da linha d'água nos olhos, bem rente aos cílios inferiores. Cores: Prático e Ideal.




 Espero que tenham gostado das dicas. Se tiverem sugestões, por favor deixem nos comentários. 

Beijos com carinho ;)

domingo, 11 de outubro de 2015

FLORENÇA, ITÁLIA

Florença, Florence, Firenze, chame como preferir a cidade natal do poeta Dante Alighieri. A capital da Toscana é um destino "tem que ir" na Itália. 

A famosa Ponte Vecchio, onde joalheiros expõem as mais belas peças em ouro de todas as cores, a Duomo Santa Maria del Fiore, uma das mais belas catedrais do país, a Piazza della Signoria, Galleria degli Uffizi, Palazzo Pitti, Palazzo Vecchio, Piazzale Michelangelo, esses são apenas alguns dos muitos passeios pela cidade, que é o berço do Renascimento Italiano, praticamente um museu a céu aberto.





Chegamos à Florença de trem, vindo de Roma - em Roma retornamos nosso carro alugado, o trânsito lá é loucura e a cidade possui boa infra-estrutura em transporte público - a estação de trem Santa Maria Novella é próxima ao centro histórico e portanto, próxima de muitos hotéis ali na área, o nosso inclusive foi facilmente acessado a pé. Não é recomendado estar de carro para se locomover em Florença, justamente pela parte histórica estar praticamente inteira coberta de ZTLs - Zona de Tráfego Limitado, somente automóveis de moradores são permitidos por lá.

Florença me surpreendeu, apesar do centro histórico ser relativamente pequeno, todas as atrações são próximas e acessadas a pé, a cidade em si é grande, mais de 370 mil habitantes. 

Um ótimo hotspot que tem uma vista panorâmica maravilhosa da cidade é a Piazzale Michelangelo, no alto de uma colina, do outro lado do rio.




Chegamos em Florença em um domingo cedinho pela manhã, após deixarmos as malas na recepção do hotel, aguardando para o check-in, fomos aproveitar para bater perna e já fazer um reconhecimento de área. A cidade estava animada, muitas barracas de badulaques e quinquilharias montadas, várias pessoas por metro quadrado passeando, vendedores ambulantes e muita fila para entrar em qualquer das atrações.

Por eu ter livro já alguns livros inspirados na Divina Comédia de Dante Alighieri, nosso primeiro destino foi conhecer a casa do poeta, que funciona como um museu que conta toda a história dele e também de sua musa, Beatriz. A casa cobra um valor simbólico para visitação, estava bem tranquilo, sem filas e nem muitos turistas.




De lá seguimos para a Galleria degli Uffizi, mas a fila estava inacreditavelmente gigante e optamos por deixar para visitá-la no outro dia cedo. Acontece que o outro dia seria uma segunda-feira e o que eu não sabia até então, é que na segunda-feira NENHUMA atração abre em Florença! Fica tudo fechado! Imaginem a minha decepção ao chegar no hotel tarde da noite e descobrir que somente numa próxima ida à Florença eu poderei admirar "O Nascimento de Vênus" e "A Primavera" de Sandro Botticelli, "A Adoração dos Magos" de Leonardo da Vinci, e tantas outras obras de Michelângelo, Rafael e demais artistas italianos. Fiquei muito triste mesmo, principalmente porquê não tenho previsão de voltar lá tão cedo. Então já quero alertar à quem estiver indo à Florença, não deixe para visitar nada numa segunda-feira...

Apesar dos pesares, domingo a noite na cidade foi uma experiência para lá de agradável. A Piazza della Repubblica tem uma atmosfera muito especial! Carrossel, músicos, balões, bolhas de sabão, lojas, restaurantes, muitos turistas felizes andando para lá e para cá. Todas as milhares de ruazinhas que desembocam na praça estão iluminadas, repletas de cafés e lojas para todos os gostos e bolsos. 

Outra atração na cidade  e must go é o Mercato Centrale que reúne o melhor da gastronomia toscana num só lugar. São diversos stands com queijos, vinhos, massas, pizzas, sanduíches e até comida vegana,  à sua escolha, as opções são muitas. Funciona da seguinte forma: as mesas estão dispostas ao longo do mercado e à disposição de todos estabelecimentos. Não há atendimento na mesa, você escolhe o que vai comer, paga e se senta onde achar melhor. Comemos lá 2 vezes e foi uma escolha muito acertada. 

No final das contas, nos hospedamos em Florença 2 noites, 1 delas sendo a segunda-feira e o interessante é estar lá qualquer outro dia da semana. Ah, não deixe de experimentar o famoso prato local: Bisteca à la Fiorentina. Buon viaggio!


Beijos com carinho ;)

sábado, 10 de outubro de 2015

VERONA, ITÁLIA

Ahhh la Bella Itália!!!

Depois de Cortina D'Ampezzo, nosso destino é rumo a Verona, com uma parada estratégica no Lago di Garda.

Toda a Itália é repleta de paisagens espetaculares. E a vista do Lago di Garda parece cenário de filme, uma imensidão de tons de azul, cercado por montanhas e vilas, com certeza vale a visita. Acabamos não nos hospedando por lá, foi apenas um stop over no trajeto, portanto acabamos não conhecendo muito a região, infelizmente. Na época demos preferência por passar a noite na região do Lago di Como, na Lombardia, mas se fosse escolher hoje entre um e outro, iríamos optar por Lago di Garda, com certeza absoluta.



A cidade da história de Romeu e Julieta respira romantismo. Decidimos que Verona era must go depois de assistirmos ao filme "Cartas para Julieta" e simplesmente nos apaixonamos. Definimos nossa roadtrip pela Itália tendo Verona como estrela principal.

Como estávamos de carro, optamos por nos hospedar fora da área histórica por conta das ZTLs - Zona de Tráfego Limitado e evitarmos multas. Ficamos no Ibis, muito bem localizado para quem está de carro. Para chegar ao centro histórico, dirigimos por uns 10 minutos praticamente em linha reta e guardamos o carro em um dos vários estacionamentos, ou parcheggios, pagos. 

Chegando à Piazza Brá, aproveitamos para comer alguma coisa - leia-se: alguma massa maravilhosa - já que a praça de Verona possui inúmeros restaurantes e gelaterias. De barriga cheia, fomos dar uma volta em torno da Arena de Verona, que está muito bem conservada e ainda apresenta espetáculos. 



De lá, seguimos direto para a Casa de Giulietta antes que o dia acabasse. Foi muito fácil localizar pois o fluxo de turistas indo e vindo era intenso. A entrada é a parede onde a tradição é fixar cartas de amor, coladas muitas vezes com chiclete, ou escritas à punho na própria parede. 


Há uma singela pracinha com duas ou três lojas de souveniers (comprei alguns lápis em formato de coração, me julguem) e uma estátua de bronze da musa de Romeu. Ali está a casa e a varanda simbólica de Julieta, sim simbólica, pois mais tarde fiquei sabendo que a varanda, na verdade, foi construída bem depois, para personificar a história de amor de Shakespeare. 

Ainda assim, nada tira o brilho do lugar e o clima de romance, e eu fiz questão de visitar o interior da casa e subir na varanda. A casa em si deixa a desejar, pois são apenas os cômodos vazios e depois fiquei com a pulga atrás da orelha de que Julieta realmente viveu ali. 




O mais divertido foi que bem na hora da minha "aparição" na varanda, surgiu um grupo de turistas chineses que viram o Nando tirando foto minha lá de baixo e resolveram sacar suas câmeras e bater fotos minhas também hahaha e eu bem na zoeira dei um tchauzinho, todos ficaram eufóricos e começaram a bater palmas. Rendeu algumas risadas.

No segundo dia na cidade, voltamos cedinho ao centro histórico, mas dessa vez nos deixamos levar pelas ruelas, andando sem muito destino, margeando o Rio Adige até avistarmos o que seria um Castelo no alto de uma colina, rodeado por árvores altíssimas e decidimos que era para lá que iríamos a seguir.



O nome do Castelo é San Pietro e para chegar lá subimos uma grande escadaria, mas a vista que se tem de Verona valeu a pena! Descobrimos um cantinho especial e de lá batemos muitas fotos, sozinhos, não havia mais ninguém, vai ver era porque o Castelo estava em reforma, portanto fechado para visitação. Quén quén quén...





Passeamos mais um pouco ali pelo bairro e atravessamos novamente o rio para chegar ao Castelvecchio - a construção militar mais importante da signoria Scaligera. O castelo na verdade funciona mais como um museu, com muitas obras de arte, pinturas, armaduras e arsenal militar dos séculos XVIII e XIX. O castelo é cercado por muralhas e é muito interessante caminhar pelas torres e imaginar como era a vida naquela época. O museu vale muito a visita.



Ao anoitecer o legal é se deixar levar pelas ruas estreitas de paralelepípedo, passear pelas inúmeras lojas e ristorantes. Os proprietários que moram por ali decoram as janelas com flores de todos os tipos e cores, um charme!

Verona é linda! Uma cidade que reúne tudo aquilo que você deseja ver na Itália: cultura, beleza, duomos, cantinas com massas espetaculares, castelos, muralhas, uma cidade grande com mais de 250 mil habitantes e que ainda assim consegue ser intimista. Se tiver força nas pernas, boa vontade e um bom calçado, anda-se toda parte histórica a pé. Nossa estadia foi de 2 dias, poderíamos ter ficado 1 dia a mais. 

Espero que tenham gostado do relato! Buon viaggio!
Beijos com carinho ;)