quinta-feira, 8 de outubro de 2015

VATICANO, ITÁLIA

A Cidade do Vaticano dispensa apresentações, não é mesmo? Para chegar lá utilizamos o transporte público de Roma, metrô, que apesar de sujo, é seguro e funciona bem. O trajeto dura cerca de 30 minutos. Descemos na estação mais próxima do Vaticano, a Ottaviano e fomos caminhando no melhor estilo "segue o fluxo". Após algumas quadras chegamos à praça da Basílica San Pietro. Como eu havia dado uma pesquisada sobre os melhores horários para evitar fila, chegamos lá por volta das 09:00, nem achei que a fila estava tão pequena, mas ok, levou uma meia hora e nesse meio-tempo aproveitamos para bater foto e observar um grupo de crianças muito mal criadas à nossa frente, cujos pais não davam nem bola. 



Enfrentada a fila, chegamos aos detectores de metal e vistoria, bem similar ao que ocorre nos aeroportos. 

A visita é um tanto confusa, pois existem várias entradas. Como o nosso maior objetivo era subir até a Cúpula da Basílica, decidimos começar por ali. Mão-de-vaca que somos optamos por subir os 551 degraus e abrimos mão da subida com elevador, afinal de contas, o elevador só te poupa dos primeiros 231 degraus. Não sei se foi pelo fato de estar frio, acredito que por praticarmos atividade física regularmente também ajudou, mas achei a subida muito tranquila, pelos relatos que li pensei que seria pior!




Aqui ainda na metade do caminho

A escada caracol vai se estreitando e ficando cada vez mais angulada - sorte que encontramos pouquíssimas pessoas pelo caminho - algumas vezes tivemos que parar uns segundinhos pois acabamos ficando um pouco tontos (aliás, não aconselho para quem tem labirintite). Mas quando se chega lá em cima, a vista é fenomenal!



Eu tava ali ó!

Descemos pela mesma escada em caracol e fomos parar dentro da Basílica San Pietro, que é imensa e como tudo na Itália, riquíssima em detalhes e pinturas. 


Não optamos pelas visitas guiadas, 1: porquê somos mão-de-vaca, imagina se formos pagar 15 euros por cada audio-guide a cada monumento, lascou my friend! e 2: não gostamos desse negócio de ficar com o fone no ouvido tendo que se localizar no áudio e na obra, na minha opinião perde-se muito tempo. Nos contentamos em curtir o momento e admirar tudo à nossa volta. 

Saindo da Basílica, já pelas 11:30 da manhã, agradecemos por termos chegado cedo e cheguei a conclusão que a fila que pegamos era de fato pequena, pois a que estava lá nesse horário era, pelo menos, 4 vezes maior - então fica a dica, cheguem antes das 9. E então pensamos "Ué, acabou? É isso?", estávamos um pouco decepcionados pois esperávamos muito mais. 


Justo eu que gosto de programar e pesquisar tudo com antecedência, confesso que não li muito sobre a Cidade do Vaticano. Ali na hora mesmo, já peguei o celular e comecei a vasculhar a internet atrás de informações e então descobrimos que era preciso dar a volta externamente no muro que cerca a Praça San Pietro para chegarmos ao Museu do Vaticano e lá de dentro, ter acesso à Capela Sistina. Então lá fomos nós, desviando dos vendedores ambulantes, que são tipo formiga na nega maluca, caramba, são muitos e acaba sendo uma chatice.

Logo na entrada do Museu pensamos que deveria haver alguma coisa errada, pois não havia uma única pessoa na fila, entramos direto, mas acontece que demos sorte mesmo - yes! - pagamos o ticket, guardamos a mochila e fomos desbravar esse Museu imeeeenso. Sério, pode-se passar dias lá dentro se quiser ver tudo com calma. 


É tudo decorado nos mínimos detalhes, a gente fica perdido sem saber para onde olhar primeiro: o teto, as paredes, as obras?! Os tetos são obras-primas por si só, uma pintura mais linda que a outra, muitas em dourado, uma riqueza absurda, incalculável. Com o que a Igreja Católica possui lá dentro podia-se exterminar a fome no mundo. 



Minhas fotos não fazem jus à beleza das pinturas

Continuamos andando até que chegamos à Capela Sistina. Lá dentro não é permitido fotos, preferi respeitar a regra e portanto não tenho nenhuma imagem lá dentro. O teto da Capela é um extenso afresco pelas mãos de Michelangelo, e a pintura qual eu mais ansiava por ver ao vivo era a icônica "A Criação de Adão", a famosa imagem onde Deus estica a mão à Adão e os dedos de ambos quase se tocam. A energia lá dentro é indiscutível.

E assim encerramos nosso tour pela Cidade do Vaticano. Quando voltamos à estação Ottaviano já estava escuro e seguimos nosso caminho à Roma, direto para o hotel, podre de cansados, porém muito felizes.

Espero que esse post ajude você na sua viagem e passeio ao Vaticano! Buon viaggio!
Beijos com carinho ;) 

Nenhum comentário:

Postar um comentário