quinta-feira, 11 de agosto de 2016

ROADTRIP PELA ITÁLIA: NOSSO ROTEIRO NO INVERNO

Nesse post você irá encontrar informações úteis para montar um roteiro bacana de roadtrip pela Itália no inverno. Destaco os pontos altos, o que valeu a pena e aquilo que não repetiríamos, dou sugestões e ao final do post compartilho alguns links que irão ajudá-lo a calcular os gastos da sua viagem. Vamos lá?

ITÁLIA NO INVERNO: o inverno na Itália é rigoroso e atinge temperaturas negativas, portanto leve isso em consideração ao montar seu roteiro. Para quem, assim como eu, associa praia ao verão, pode excluir do roteiro toda região abaixo de Roma: Nápoles, Capri, Costa Amalfitana etc e tal. Já que a viagem é inverno, vamos aproveitar como deve ser; com neve e frio! Inclua em seu roteiro a região de Belluno, que está coladinha na Áustria (quem sabe um pulinho em Innsbruck?) e cidades como Verona e Florença.

+ Veja o relato sobre Cortina D'Ampezzo
+ Veja o relato sobre Verona e Lago di Garda
+ Veja o relato sobre Florença, a capital da Toscana

Mapa da região central ao norte da Itália

Na imagem está destacada a parte central ao norte da Itália, o caminho que percorremos, em azul. Dá para perceber como a Áustria e a Suíça estão pertinho. Ao todo, foram 1.313km de carro e o último trecho foi feito de trem. Conto em mais detalhes abaixo.

DEFININDO A ORDEM DO ROTEIRO: Defina quais serão os pontos de chegada e partida e comece a montar a ordem das cidades a serem visitadas. Para otimizar a viagem e aproveitar melhor o tempo, o ideal é seguir uma única direção, ex.: comece pelo norte e vá descendo, ou comece pelo centro e vá subindo. Nós começamos pelo norte e fomos descendo até Roma, sem parar em Florença. Em Roma retornamos nosso carro alugado e subimos de trem até Florença, nosso destino final na Itália.

Nosso roteiro:

Veneza - Cortina D'Ampezzo - Verona - Como - Bolonha - Roma - Florença

• Veneza - 2 dias
• Cortina D'Ampezzo - 3 dias
• Verona - 2 dias
• Como - 1 dia
• Bolonha - 1 dia
• Roma - 3 dias
• Florença  - 2 dias

Tempo total de roadtrip: 14 dias.

Optamos por iniciar nossa viagem em Veneza, pois só buscamos o carro quando saímos da ilha e assim economizamos 2 diárias no aluguel do carro e não precisamos gastar com garagem em Mestre. A princípio o destino final seria Roma, porém, contudo, entretanto, todavia, todos os vôos no aeroporto da capital italiana estavam muito mais caros que qualquer outro na Itália, então tivemos que nos adaptar e escolhemos outra cidade que ainda assim fizesse sentido no nosso roteiro. Foi aí que Florença se encaixou como destino final.

Queríamos esquiar durante a viagem e após muito pesquisar, optamos por Cortina D'Ampezzo - a cidade mais linda que já conheci na vida! Apesar da ordem adequada ser deixar para esquiar ao final da viagem (por causa da dor muscular rsrs, quem não é acostumado fica "duro" no dia seguinte), nossa única opção era esquiar logo no início da viagem e foi o que fizemos e não nos arrependemos. Quem estiver indo para Itália no inverno TEM QUE visitar a região dos Dolomites toda coberta pela neve, sério.

+ Veja o guia para esquiar em Cortina D'Ampezzo


Saindo dos Dolomites, pegamos a direção até Verona, fazendo uma parada estratégica no Lago di Garda. Se eu pudesse refazer hoje esse roteiro, eu incluiria uma noite no Lago di Garda, pois a cidade é linda e há muito o que explorar. Infelizmente tocamos direto e dormimos em Verona. Verona é uma cidade bem italiana, uma graça, paixão à primeira vista.

De um lago para o outro: nosso 4o destino foi a cidade de Como, onde está o 3o maior lago da Itália: Lago di Como. Ai gente preciso jogar esse balde de água fria em vocês, mas nós não curtimos Como. A região toda do lago é tomada por ZTL's (Zona de Tráfego Limitado) e não encontramos um caminho sequer em que pudéssemos dirigir sem sermos multados para chegar às cidades de Bellagio ou Cernobbio. Foi bem frustrante. Se pudesse dar a sugestão, tiraria Como do roteiro e incluiria Garda.

Seguindo viagem, fizemos um pequeno desvio de rota para realizar o sonho do marido: conhecer o Museu da Ferrari. O museu está em Maranello, há 1 horinha de Bolonha. Chegamos cedo em Maranello, passeamos por todo museu e aproveitamos para visitar a casa de Enzo Ferrari e também primeira oficina da marca, que hoje funciona como museu: Museo Casa Enzo Ferrari, do ladinho de Maranello, em Modena.

Next stop: Bolonha. Yessss, a cidade que deu origem àquela maravilhosa massa que eu, você e todo mundo canta junto ama comer: Tagliatelle à Bolonhesa. Tá tá, eu sei que aqui no Brasil a gente deu uma adaptada e usa o spaghetti no lugar do tagliatelle, mas a receita original é feita com tagliatelle. Na prática, o gosto é bem parecido com o que já conhecemos e comemos por aqui. Nossos antepassados nos deixaram essa receita molto gustoso como herança. Grazie!

Roma foi a cidade em que passamos mais tempo durante a roadtrip, 3 noites e dias inteiros. Foi onde retornamos nosso carro alugado e passamos a utilizar metrô e trens.

+ Veja o relato sobre a primeira impressão de Roma 
+ Veja o roteiro de 3 dias em Roma

E por fim, chegamos à Florença, capital da Toscana, de trem. Que cidade apaixonante e de cultura riquíssima.


CALCULANDO O GASTO DA SUA ROADTRIP PELA ITÁLIA: 

Quando montamos uma viagem que envolve aluguel de carro, devemos levar em consideração os gastos com estacionamento, combustível e pedágios, quando houver.

Estacionamento:

O ideal é sempre reservar hotéis que possuam estacionamento incluso na diária, para não levar um susto ao pagar a conta. Dito isso, não terá como fugir dos estacionamentos pagos nos centros históricos de todos os lugares que forem visitar. Gastamos uma média de EUR 10,00/dia com estacionamento.

Combustível:

Fica difícil dizer aqui quanto irá gastar com combustível, pois é necessário verificar quanto estará o valor do litro de gasolina ou diesel na época de sua viagem. Um site que me ajudou nesse tipo de pesquisa foi esse aqui: http://pt.globalpetrolprices.com/Italy/gasoline_prices/. Para fazer o cálculo é preciso saber a quilometragem aproximada que irão percorrer e a melhor ferramenta para saber distâncias e tempo de trajeto é o maravilhoso Google Maps.

Pedágios:

Se você ainda não sabe, a Itália é cheia de pedágios. "De cabo à rabo". E digo mais, os pedágios são caros. Então é importante você incluir esse gasto no seu cálculo para não ser pego desprevenido. Os pedágios são cobrados por trecho percorrido e cada trecho tem um valor diferente. Esse blog explica como funcionam os pedágios de forma bem simples: http://dicasdomundo.com.br/d/roma/pedagio-italia-309. Para ter uma ideia de quanto custa cada trecho do pedágio, visite esse site aqui: http://alugueldecarrosnaeuropa.com.br/preco-do-pedagios-na-italia-como-funciona/.

Acessórios para neve:

A maioria das locadoras de automóvel fornecem, por um custo extra, as correntes para neve no momento da locação do carro e geralmente as unidades são limitadas. O item é opcional, porém aconselhável quando for dirigir por estradas e regiões onde acumulam neve.

*Nossa experiência: dirigimos por estradas onde tinham acúmulo de neve no acostamento, mas não precisamos colocar as correntes pois a estrada em si estava limpa, porém já diz o velho ditado: "o seguro morreu de velho".

GPS:

Não alugamos, não compramos e nem levamos aparelho de GPS. Arriscamos a sorte e levamos apenas o aplicativo Waze instalado no celular. Primeira providência chegando na Itália foi comprar um chip com internet - compramos da TIM um plano bem interessante para 30 dias com 3G ilimitado. E foi a melhor coisa que fizemos, o Waze funcionou perfeitamente! Super recomento!

Quem tiver mais dicas e sugestões, por favor deixe nos comentários.

Beijos com carinho ;)

3 comentários :

  1. olá,

    vou para italia dezembro/janeiro agora. queria saber se tem muita coisa fechada por causa do inverno.

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  2. Flávia, belíssimo post. Por favor, dê umas dicas aqui para este jovem de 63 anos que nunca saiu do país e que pretende ir para a Itália ainda em 2017. Na sua viagem pela Itália, você desembarcou do avião em Veneza e pretendia retornar para o Brasil no aeroporto de Roma. Em Roma você pesquisou preços de passagem e achou mais conveniente pegar um voo em Florença, então concluo que ainda não tinha comprado a passagem de volta. Como você conseguiu viajar para o exterior só com a passagem de ida? É que eu tenho vontade de fazer o mesmo, i.é., deixar para comprar a passagem de volta apenas quando eu quiser voltar. Isso é possível ou entendi errado?

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  3. Olá Wilson, que bom que gostou, fico feliz! O intuito do post é sempre ajudar de alguma forma :)
    Na verdade, nós saímos do Brasil com todas as passagens compradas. Chegamos por Veneza e fomos de carro até Roma. Em Roma já havíamos programado de retornar o carro e saímos com a programação de trem à Florença daqui do Brasil. De fato, o ideal teria sido Roma no final, porém as passagens por lá são mais caras, e por esse motivo tivemos que adaptar o roteiro.
    De Florença pegamos um vôo à Paris, onde ficamos por uma semana.

    Não aconselho viajar ao exterior apenas com passagem de ida, principalmente se o passaporte não tiver muitos carimbos, pode passar a impressão errada e você vai ficar a mercê do fiscal de imigração ir ou não com a sua cara. O ideal é sair do Brasil com a passagem de volta já comprada e se depois desejar alterar a data de retorno, pagar a taxa de alteração.

    Espero ter ajudado!

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